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4 de abril de 2009

O baptismo das colinas
o meu segundo caminho de cruz
depois da Tanzânia

Chrislain Bintsitou
Inazonya
O padre Chrislain Bienvenue BINTSITOU, CSSp, é originário da Região espiritana de Congo Brazzaville. Vindo da Província da Africa Central pela SCAF. Está a aprender o português e, para por em prática o que já aprendeu, partilha connosco alguns pormenores da sua chegada a esta missão.

No dia 27 de Dezembro 2008, cheguei no chão Moçambicano. Entrava por Pemba no dia 27 de Dezembro, depois de ter passado pela Tanzânia. Passei por Nampula no mesmo dia e fiquei lá durante 3 noites; Entretanto, visitei a comunidade de Itoculo e passei lá uma noite; Voltei a Nampula. No dia 30 passei pela Beira e Chimoio. Finalmente, cheguei em Inhazonia no mesmo dia 30 às 18h30.

Na ausência do Pároco, fui recebido pelo Padre Damien, Irmão Oliver (estagiário Espiritano) e irmã Albertina que representava a equipa pastoral e os cristãos. Fui bem recebido em todas as comunidades da Paróquia São Paulo de Bárué.
Depois da recepção pelas comunidades, durante as missas, começou o meu Baptismo das colinas, um Baptismo de fogo. Não conhecia as línguas: português e bárué (a língua local). Estava lá como um menino que não podia falar e andar. Neste momento, era para mim o primeiro Baptismo das “colinas e montanhas”.

Com efeito, é lá a parte da iniciação que começou. É a fase da observação e iniciação à vida das comunidades da paróquia, à cultura Moçambicana em geral e da Diocese em particular. Para mim, a prioridade é a aprendizagem da língua, pois, por enquanto “sou um menino que deve aprender a andar e a falar; um menino que deve aprender os costumes de Moçambique”. Sozinho, não posso. Os meus confrades e também outras pessoas podem ajudar-me. Sem eles, sou como um rio que tem curvas por falta de um guia. Não é fácil. Portanto a Missão é a mesma; mas os meios da aplicação dependem do contexto. Primeira evangelização tal é a minha “constatação” depois de dois meses que cheguei aqui.

No fim de contas, dizia: “que Baptismo das colinas e montanhas?”. Pouco a pouco, o homem que sou vai criando um lugar entre os Moçambicanos. Um lugar social, antropológico, “Eclesial” ou “Igrejal”… Estou consciente do trabalho que está à minha espera.

Que Maria, a mãe da missão e Jesus o missionário por excelência estejam comigo nos caminhos da missão.
Que o Espírito Santo me queime para abrir em mim as vias da missão, pois o Espírito diz-me: “Levante-te e parte, a ceifa é abundante…”

Assim, o Padre Libermann dizia: “ fizestes-vos negro com os negros” e eu digo: “eu me farei Moçambicano com os Moçambicanos”.

Padre Crislão Bienvenue BINTSITOU, CSSp, Comunidade de Inhazonia

13 de junho de 2008

notre missel, nos jeunes, notre foyer


Yves Mathieu
Inyazonya
Un grand bonjour à tous,

Ici, tout va bien. C’est maintenant le début du deuxième trimestre. Nous sortons de 2 semaines de vacance. Durant ce temps, nous avons donné des petits boulots à 7 jeunes, pour leur permettre de payer leurs études. Certain refont les peintures. Certains font la couture de la reliure de notre nouveau missel. Nous avons enfin terminé le missel en Chibarue. Il fait plus de 400 pages. C’est la fin d’un gros travail. Les gens sont très contents. Nous l’avons fait photocopier. Maintenant, ce sont des jeunes qui font la reliure.

En temps que professeur, durant le temps des vacances, je rejoignait les autres professeurs pour faire les conseils de notes. Je ne sais pas comment ça se fait en France, mais j’ai trouvé que c’était un peu difficile. Nous commençons par mettre toutes les notes de toutes les disciplines sur une grande feuille avec le nom de tous les élèves de la classe. Ensuite, nous regardons : ceux qui ont moins de 2 notes négatives, sont autorisés à continuer pour le deuxième trimestre. Pour les autres, on discute. Sauf quelque rares cas, nous sommes incapable de connaître tous les élèves. Ils sont en moyenne 55 par classe. Nous déduisons donc de l’évolution des notes, savoir si les notes vont en montant ou en descendant… il y a aussi le fait d’être connu. Si l’élève est de la famille d’un prof, les notes remontent plus facilement. De cette manière, nous remontons les notes de certains, pour atteindre une moyenne de 80%. Il faut que 80% de chaque classe soit admit au second trimestre. Le problème est pour les autres. Ceux qui ne sont pas admis pour le 2° trimestre. Ils ne peuvent pas redoubler, car ils leur faut attendre l’année prochaine. Ils ne peuvent pas non plus continuer. Il y a une expression ici qui dit : Je suis assis à la maison. En d’autres termes, ces élèves restent chez eux, sans rien faire, en attendant l’année prochaine pour redoubler. Nombreux d’entre eux désisterons définitivement.
Il y a un autre problème. Parfois les parents n’étaient pas présent au début de l’année scolaire. Si personne n’a inscrit les enfants, ils vont rester « assis à la maison » durant toute l’année. Nous sommes en train d’essayer de faire rentrer 3 enfants en classe, en début de 2e trimestre. Nous les aiderons à rattraper leur retard, mais il faut leur éviter cette année « assis ».

Notre foyer avance tout doucement. Nous attendons le toit du dortoir. La maison du responsable est presque finie. Les fondations de la salle à manger sont déjà commencées. Nous commençons un nouveau projet pour construire, une école maternelle. Il s’agit de rénover de vieux batiments.
Amitiés à tous.

YVES



le foyer en construction
Na foto, o lar para estudantes em construção pelos missionários do Espírito Santo, na missão de Inyazonya, Chimoio

26 - A alegria completa

– Netia-Itoculo/2003-2004 «Um homem não pode tomar nada como próprio, se isso não lhe for dado do Céu. […] Pois esta é a minha alegria! ...