MOÇAMBIQUE
2012
Retrato de Moçambique em números segundo o Banco Mundial, The Economist Intelligence e Organização Mundial do Comercio:
«A população total do país atinge os 23,4 MILHÕES. Mais de 50% da população moçambicana tem menos de 15 anos de idade. A taxa de analfabetismo atinge 55% dos cidadãos adultos. A economia nacional está a crescer 8% ao ano e cerca de 80% da economia advém da agricultura. O tempo médio de abertura de um negócio no país é de 13 DIAS. Em 2010 o PIB atingiu os 9586 MILHÕES de dólares. O rendimento por habitante é de 428 DÓLARES. As importações têm um peso de 43,2% do PIB e a balança comercial do país é equivalente a 75,3% da riqueza gerada no país. A esperança média de vida à nascença é de 49 ANOS e a pobreza atinge mais de 55% da população. Cada mulher tem, em média, 5 FILHOS. Cerca de 2 MILHÕES de moçambicanos utilizam o telemóvel e apenas 600 mil utilizam a internet. Na capital do país, Maputo, vivem cerca de 1,9 MILHÕES de habitantes. 39% dos deputados com assento no Parlamento é do sexo feminino. Armando Emílio Guebuza foi reeleito em Outubro de 2009 como chefe do Estado e o Governo. Também em Outubro de 2009 Aires Bonifácio Ali foi eleito como primeiro-ministro. As próximas eleições presidenciais, legislativas e provinciais deverão ser realizadas em simultâneo, no final de 2014. A atual Constituição data de 30 de Novembro de 1990 e foi alterada em 1996 e 2004. Cerca de 50% da população professa religiões tradicionais africanas. O parque nacional da Gorongosa tem uma dimensão de 4000KM2 e é uma das maiores atrações turísticas do país. Cahora-Bassa é a maior barragem em volume de betão construída em África, tendo capacidade para produzir mais de 2000 MEGAWATTS de eletricidade. Moçambique tem uma área de 799 380KM2, sendo que 49,6% do território são floresta e apenas 5,7% são terra arável. A emissão de dióxido de carbono no país não chega a 0,1 TONELADAS por habitante. Existem no país cerca de 10 VEÍCULOS por cada quilómetro de estrada».
Estes elementos foram publicados na EXAME, revista de economia e negócio, numa edição especial sobre Moçambique (Dezembro de 2011) a qual faz uma radiografia do país que nos permite conhecer melhor a realidade moçambicana e ler os sinais de uma economia em mudança. Segundo esta revista, Moçambique tem uma economia vibrante, situada entre as 10 mais dinâmicas do mundo, tal como referem os dados do Fundo Monetário Internacional, um facto que está a despertar a atenção dos media internacionais e dos investidores de todo o mundo. Contudo, ainda há desafios a vencer, sobretudo ao nível do acesso ao financiamento bancário de empresas e famílias, da redução da burocracia, do combate à corrupção na economia, etc… Tudo isto são os fatores que preocupam os empresários, refere o World Economic Fórum.

As previsões do FMI dizem que Moçambique vai crescer acima dos 7% em 2011 e 2012. A Revista The Economist afirma que Moçambique foi a sétima economia mais dinâmica na última década e será a quarta de 2011 a 2015. África do Sul e Holanda são os principais parceiros comerciais de Moçambique, o primeiro ao nível de importações e o segundo ao nível das exportações.
Apesar da economia moçambicana ter deslocado nos últimos anos, o rendimento por habitante é ainda baixo em comparação com outros países do continente africano. De acordo com dados do FMI, o PIB per capita no país é de 440 dólares, colocando os moçambicanos entre os mais pobres de África. O mesmo FMI estima que em 2016 este PIB per capita atingirá os 784 dólares.
Principais riquezas de Moçambique:
- Hidroelétrica de Cahora Bassa;
- Energia eólica de Inhambane
- Petróleo (existem atualmente 12 contratos de concessão de petróleo e sete companhias operadoras) e Refinação de Nacala e Matutuine
- Campos de gás natural e condensado em Pande, Temane, Buzi e Inhassoro
- Exploração de carvão em Moatize e Benga (Tete)
- Produção de titânio nas minas de Moma e de Chibuto
- Tesouros debaixo do solo em pedras preciosas, minerais e hidrocarbonetos: Turmalinas, Granada, Águas Marinhas, Ouro, Quartzo, Calcário, Carvão, Gás...
- Bens alimentares: milho, arroz, mandioca, soja, gergelim, amendoim, feijão, girassol, açúcar, citrinos, banana, caju, chá, café, cevada, camarão…
Apesar de tudo isto o mundo continua a ver Moçambique como um país pobre. No índice de Desenvolvimento Humano, da ONU, Moçambique situa-se na 184ª posição, entre 187 nações. O sector social é um desafio que o país ainda precisa de vencer, bem como o desempenho da competitividade. O analfabetismo dos adultos (a média de escolaridade dos cidadãos com mais de 25 anos de idade é de apenas 1,2 anos) a grande taxa de mortalidade infantil (142 por cada mil habitantes) e a percentagem de pessoas que vivem com menos de 1,25 dólares por dia (60%), entre outras coisas, mostram as dificuldades que o país atravessa e que precisa vencer.
2012
Retrato de Moçambique em números segundo o Banco Mundial, The Economist Intelligence e Organização Mundial do Comercio:
«A população total do país atinge os 23,4 MILHÕES. Mais de 50% da população moçambicana tem menos de 15 anos de idade. A taxa de analfabetismo atinge 55% dos cidadãos adultos. A economia nacional está a crescer 8% ao ano e cerca de 80% da economia advém da agricultura. O tempo médio de abertura de um negócio no país é de 13 DIAS. Em 2010 o PIB atingiu os 9586 MILHÕES de dólares. O rendimento por habitante é de 428 DÓLARES. As importações têm um peso de 43,2% do PIB e a balança comercial do país é equivalente a 75,3% da riqueza gerada no país. A esperança média de vida à nascença é de 49 ANOS e a pobreza atinge mais de 55% da população. Cada mulher tem, em média, 5 FILHOS. Cerca de 2 MILHÕES de moçambicanos utilizam o telemóvel e apenas 600 mil utilizam a internet. Na capital do país, Maputo, vivem cerca de 1,9 MILHÕES de habitantes. 39% dos deputados com assento no Parlamento é do sexo feminino. Armando Emílio Guebuza foi reeleito em Outubro de 2009 como chefe do Estado e o Governo. Também em Outubro de 2009 Aires Bonifácio Ali foi eleito como primeiro-ministro. As próximas eleições presidenciais, legislativas e provinciais deverão ser realizadas em simultâneo, no final de 2014. A atual Constituição data de 30 de Novembro de 1990 e foi alterada em 1996 e 2004. Cerca de 50% da população professa religiões tradicionais africanas. O parque nacional da Gorongosa tem uma dimensão de 4000KM2 e é uma das maiores atrações turísticas do país. Cahora-Bassa é a maior barragem em volume de betão construída em África, tendo capacidade para produzir mais de 2000 MEGAWATTS de eletricidade. Moçambique tem uma área de 799 380KM2, sendo que 49,6% do território são floresta e apenas 5,7% são terra arável. A emissão de dióxido de carbono no país não chega a 0,1 TONELADAS por habitante. Existem no país cerca de 10 VEÍCULOS por cada quilómetro de estrada».
Estes elementos foram publicados na EXAME, revista de economia e negócio, numa edição especial sobre Moçambique (Dezembro de 2011) a qual faz uma radiografia do país que nos permite conhecer melhor a realidade moçambicana e ler os sinais de uma economia em mudança. Segundo esta revista, Moçambique tem uma economia vibrante, situada entre as 10 mais dinâmicas do mundo, tal como referem os dados do Fundo Monetário Internacional, um facto que está a despertar a atenção dos media internacionais e dos investidores de todo o mundo. Contudo, ainda há desafios a vencer, sobretudo ao nível do acesso ao financiamento bancário de empresas e famílias, da redução da burocracia, do combate à corrupção na economia, etc… Tudo isto são os fatores que preocupam os empresários, refere o World Economic Fórum.

As previsões do FMI dizem que Moçambique vai crescer acima dos 7% em 2011 e 2012. A Revista The Economist afirma que Moçambique foi a sétima economia mais dinâmica na última década e será a quarta de 2011 a 2015. África do Sul e Holanda são os principais parceiros comerciais de Moçambique, o primeiro ao nível de importações e o segundo ao nível das exportações.
Apesar da economia moçambicana ter deslocado nos últimos anos, o rendimento por habitante é ainda baixo em comparação com outros países do continente africano. De acordo com dados do FMI, o PIB per capita no país é de 440 dólares, colocando os moçambicanos entre os mais pobres de África. O mesmo FMI estima que em 2016 este PIB per capita atingirá os 784 dólares.
Principais riquezas de Moçambique:
- Hidroelétrica de Cahora Bassa;
- Energia eólica de Inhambane
- Petróleo (existem atualmente 12 contratos de concessão de petróleo e sete companhias operadoras) e Refinação de Nacala e Matutuine
- Campos de gás natural e condensado em Pande, Temane, Buzi e Inhassoro
- Exploração de carvão em Moatize e Benga (Tete)
- Produção de titânio nas minas de Moma e de Chibuto
- Tesouros debaixo do solo em pedras preciosas, minerais e hidrocarbonetos: Turmalinas, Granada, Águas Marinhas, Ouro, Quartzo, Calcário, Carvão, Gás...
- Bens alimentares: milho, arroz, mandioca, soja, gergelim, amendoim, feijão, girassol, açúcar, citrinos, banana, caju, chá, café, cevada, camarão…
Apesar de tudo isto o mundo continua a ver Moçambique como um país pobre. No índice de Desenvolvimento Humano, da ONU, Moçambique situa-se na 184ª posição, entre 187 nações. O sector social é um desafio que o país ainda precisa de vencer, bem como o desempenho da competitividade. O analfabetismo dos adultos (a média de escolaridade dos cidadãos com mais de 25 anos de idade é de apenas 1,2 anos) a grande taxa de mortalidade infantil (142 por cada mil habitantes) e a percentagem de pessoas que vivem com menos de 1,25 dólares por dia (60%), entre outras coisas, mostram as dificuldades que o país atravessa e que precisa vencer.


2- Esta época de Novembro – Dezembro é bastante seca cá pelo norte moçambicano. A falta de água faz-se sentir por toda a parte e quem sofre mais são as famílias que passam muitas horas e muitos quilómetros à busca deste precioso líquido. As plantas também sofrem com a seca, mas o orvalho da noite ajuda a refrescar. Mesmo assim, a tonalidade árida da paisagem afigura-se por toda a parte. Os animais domésticos (galinhas, porcos e cabritos…) também passam as suas dificuldades para encontrar verdura. No nosso quintal decidimos semear repolho e com um pouco de água que conseguimos ter, lá vamos fazendo uma pequena produção para consumo próprio. Qual foi o espanto de ver os cabritos andar no meio das couves sem as comer. O mesmo já não aconteceu com a mandioca e outras pequenas folhas que vão despontando de arbustos. Afinal os cabritos daqui são bem educados, em algumas coisas!!!
3- A malária/paludismo é a doença que causa o maior número de vítimas mortais no mundo, de modo especial faz aumentar em muito a mortalidade infantil. É uma doença dos países pobres, e por isso ainda se mantém, até aos nossos dias, sem um medicamento preventivo ou inibidor do «mosquito palúdico». Contrariamente a outras doenças mais recentes, como é o caso das doenças cancerígenas, que têm evoluído de forma eficaz o modo de tratamento nos países ocidentais. Para nós estrangeiros numa terra quente dominada pelo «mosquito palúdico» (norte de Moçambique) facilmente ficamos apanhados e obrigados a cancelar os planos que tínhamos previsto. Assim aconteceu agora mesmo comigo onde tinha calculado fazer uma série de coisas, mas que ficaram adiadas porque a malária não permite sair de casa, nem fazer muitos esforços até que fique totalmente curada. Por outro lado, permitiu escrever algumas coisas insignificantes como estas…
Aqui apenas quero deixar os nomes de quem andou por estas terras e fez missão com este povo. Se alguém está esquecido desta lista, façam o favor de aqui mesmo o repor, pois todos somos (e fomos) importantes para a missão espiritana em Moçambique
Depois deste passo inicial aconteceu que uns saíram e outros chegaram… Aqui ficam os nomes (os que estão a negrito significa que ainda cá estão):
Estagiários e Voluntários nas nossas Missões (Netia, Inyazónia, Itoculo e Nampula):
Esperamos brevemente:
Assim, cautelosamente fomos percorrendo o longo caminho que nos esperava. Em Renu, a 15km da missão, deixamos as primeiras 20 chapas. Avançamos mais um pouco e encontramos a comunidade de Havara que terminara de renovar a sua capela. Mais à frente parámos na comunidade de Supitani que nos informou que iria fazer o mesmo na semana seguinte. Depois passamos na comunidade de Murutho-Velho onde entregamos as restantes 30 chapas. Por fim, chegamos à comunidade de Namialo, tendo percorrido já 45Km com 2:30h de viagem.
Em Namialo, à nossa chegada estava uma pequena comunidade reunida com os seus catecúmenos. Iniciamos a celebração dominical pelas 8h, e às 11:30h estava tudo concluído. No fim almoçamos a nossa «chima» com galinha, falando de seguida com os animadores para resolver pequenas questões locais.
Na verdade este é um assunto muito delicado e enraizado na cultura local, mas que contraste com a nossa fé cristã. No decorrer da conversa ele manifestou vontade de se libertar desse mal, e não sabia como fazê-lo. Foi então que tomei a iniciativa de fazer algo por esta família, de modo que a Paz e Graça de Deus aí permanecessem. Juntamente com os animadores e familiares presentes (todos eles cheios de medo) nos sentamos no pátio da casa em ambiente de oração. Rezamos, benzemos a casa (por dentro e por fora) e fomos ao local destruir essa tenda montada pelos curandeiros tradicionais, manifestando o poder da Graça de Deus sobre todo o mal. Quando terminamos este assunto ofereceram-nos comida em sinal de comunhão e compromisso com tudo o que fizemos. Ficou-nos a impressão que esta família ficou livre de um mal que lhe adviera e continuamos a rezar para que assim seja. Porém não ignoramos todo o meio envolvente de sincretismo e superstição, do qual não é fácil livrar-se dele.