28 de julho de 2011



novos espiritanos


Raul Viana

Itoculo



No dia 26 de Julho em Petermariztburg (África do Sul) 10 jovens fizeram a sua Primeira Profissão Religiosa (4 do Malawi, 3 do Zimbabwe, 2 da Zâmbia e 1 de Moçambique).

Foi uma celebração simples, profunda e cheia de alegria, em vista de um verdadeiro compromisso missionário espiritano. Eu tive a graça de estar presente e nela participar, pois tratava-se também do primeiro jovem moçambicano a assumir tal compromisso.

Na verdade, este é já o segundo espiritano na nossa Congregação. O primeiro é o P. João Luis Dimba (de Tete) que actualmente integra o Grupo Internacional do Malawi. O Aldino André é natural de Nampula, oriundo da Paróquia Espiritana de S. João de Deus e fica a pertencer, a partir de agora, ao Grupo Internacional de Moçambique.



Acreditamos que este seja o começar de uma nova temporada para a nossa pequena Circunscrição. Depois de quase 15 anos de presença missionária espiritana em Moçambique, chega o tempo de começar a colher alguns frutos. Além do apoio directo à Igreja local onde nos inserimos, queremos desenvolver também a pastoral vocacional espiritana.

Sentimos que a formação inicial para a Vida religiosa Espiritana no nosso Grupo é vital. É também uma necessidade que se impõe para garantir a nossa continuidade nestas terras, bem como para o enriquecimento da Igreja Moçambicana através da riqueza do nosso carisma Espiritano.

Alguns candidatos à vida espiritana vão surgindo, apesar de não fazermos divulgação. Porém a falta de meios e estruturas nos dificulta esta missão. Por outro lado, já estamos a trabalhar para que no futuro se possa acolher, acompanhar, formar os jovens candidatos à vida e missão espiritanas em Moçambique. Trata-se do projecto de uma futura comunidade na cidade da Beira, que esperamos desenvolver o mais rápido possível.


Mesmo assim, vamos acolhendo alguns candidatos. O Moisés Mário é um jovem moçambicano, na etapa do Postulantado, que em breve seguirá para o Malawi. Podemos dizer que são pequenas gotas que mais tarde poderão formar um oceano. Neste sentido, pedimos a Deus que ilumine e fortaleça o coração destes jovens que apostam na vida missionária espiritana, e vá suscitando no coração de outros tantos o desejo de uma vida consagrada, missionária e espiritana.

26 de junho de 2011

encontro do grupo espiritano

em moçambique


Raul Viana


Itoculo


De 20 a 25 de Junho tivemos o nosso encontro anual. Somos três comunidades que nestes dias formamos uma única comunidade espiritana.



O primeiro dia ficou marcado pelas viagens. Da comunidade de Inyazónia (Chimoio) chegaram o P. Damien (Rep. Centro Africana), os jovens estagiários Joseph (Malawi) e o Eduard (Ghana), e os PP. Godefroy (Congo K.) e Nicholas (Zambia), aprendizes de português na Cidade da Beira. Da comunidade de Nampula chegaram o Ir. Ronan (Irlanda), o P. Chrislain (Congo B.) e o jovem estagiário Isaac (Paraguay). Em Itoculo os PP. Damasceno e Raul (Portugal), o P. Desmond (Irlanda) e o jovem estagiário Vincent (Ghana) prepararam e acolheram os que chegavam. Estavam ausentes os PP. Yves (França) e o Alberto (Angola).


No segundo dia, depois de recuperados da viagem, em especial aqueles que precisaram de 17h para chegar, fizemos uma visita local à povoação itoculense. Iniciamos formalmente o nosso encontro relembrando as palavras do Superior Geral na sua carta de Pentecostes: «o espiritano não é definido pelo que faz, nem pelos locais de trabalho, mas por três qualidades fundamentais que fazem dele uma pessoa “laboriosa” (quer dizer trabalhadora), “capaz” (ou seja competente) e “desinteressada” (isto é disponível).»


O terceiro dia ficou marcado pela partilha dos mais velhos e dos mais novos, alguns recentemente chegados. Conhecer a nossa história, partilhar o nosso viver, pensar o nosso futuro… foram assuntos que nos preencheram completamente.


Para mudar de ambiente, aproveitamos o quarto dia para sair de casa e visitar a Ilha de Moçambique, o berço da nacionalidade moçambicana. Sentindo os ares do Índico, não resistimos a um mergulho na praia da Cabaceira.

O quinto dia começou com uma reflexão e meditação a partir de uma carta de Libermann cheia de bons e sábios conselhos para a vida missionária (in ND VII, p.191-195). O fim o dia ficou marcado pela celebração Eucarística com Renovação de Votos do estagiário Joseph e o convívio final que avançou pela noite dentro.


Terminado o Encontro do Grupo cada comunidade logo de madrugada regressou ao seu local de missão. Enfim, foi um encontro intenso e bem vivido com espírito jovem e alegre, onde não faltou o compromisso e comunhão para viver a nossa missão espiritana em Moçambique. Que o Espírito Santo seja sempre a nossa força e a nossa luz.

19 de junho de 2011

régulo mepóva



Raul Viana



Itoculo



Num destes dias visitei um dos nossos Régulos (autoridade tradicional macua) numa das nossas Regiões da Paróquia. A finalidade desta visita incidia na apresentação de um pedido de autorização para extrair pedra dentro do território do seu regulado em vista da construção que estamos a fazer no Centro Regional de Xihir.

Este pedido enquadrava-se, também, no respeito e atenção pela «autoridade tradicional», dono desse território. Como chefe territorial, a ele compete as decisões relativas à exploração da terra.
Acompanhado de um animador cristão, aproximei-me da casa, pedindo licença para entrar. Na varanda da casa estava ele deitado na sua quitanda (cama típica dos macuas) muito recolhido e com familiares à volta. Estava mesmo doente.

Como habitualmente fazemos, começamos pela saudação e respectiva partilha de novidades. Logo ele iniciou apresentando o seu estado doentio, bastante visível. Trocamos algumas palavras e disse-lhe que estava disponível para o trazer ao Centro de Saúde de Itoculo, para fazer um tratamento medicamentoso. Porém, recusou dizendo que o seu estado iria melhorar. Nesse caso adiantei que o carro voltaria a passar nesse caminho dentro de dois dias e, caso não melhorasse, podia seguir para o hospital. Essa seria a nossa colaboração, visto que a sua casa dista do centro de Itoculo cerca de 15km.

No meio de tudo isto ainda hesitei apresentar o pedido que me levava aí sobre a extracção de pedra dentro do seu regulado. Mas ele insistiu no porquê da visita e então apresentei a questão, à qual deu uma resposta imediata e positiva. Nada havia a impedir a não ser a debilidade do seu estado de saúde. E assim falando em macua, disse que podíamos extrair essa pedra, visto que se trata de uma construção que também vai servir o seu povo. Agradecendo a colaboração concedida, nos despedimos desejando as melhoras e rápida recuperação.



Passados dois dias o carro da missão voltou a passar nesse caminho e logo foi mandado parar para informar que o Régulo não podia seguir para o hospital porque primeiro tem de consultar a «Tradição». Ou seja, tem de ir primeiro aos curandeiros e adivinhos, como mandam as regras locais. E assim uma vez mais ficou adiada a sua vinda para o hospital central.

De facto, a situação agravou-se. E a primeira coisa a fazer é recorrer à «tradição» consultar as «forças locais». Deste modo não foi de estranhar a notícia da sua morte passados poucos dias. Tratava-se apenas de uma infecção urinária ou prostatite, que o hospital central podia resolver.

Este Régulo Mepóva é apenas um exemplo dos inúmeros casos que acontecem neste meio sócio-cultural macua. De facto, a «tradição» é muito forte e inflexível, e é a primeira a ser procurada. Posteriormente se recorre aos serviços do centro de saúde e/ou hospitalar. Esta prioridade local é por vezes uma solução eficaz, quando se trata de pequenas doenças que a medicina natural resolve. Mas na maioria das vezes, apenas agrava a situação dificultando ou mesmo impossibilitando a sua cura. Noutros casos, como aconteceu com este Régulo, termina com a morte do paciente.

Mesmo disponibilizando tempo e meios, o peso da «tradição local» dificulta o nosso trabalho pela qualidade de vida deste povo. Isto que se verifica no campo da saúde, cujos os casos são imensos, também se verificam no campo da Pastoral Paroquial. Na verdade, trata-se de um verdadeiro desafio à evangelização que estamos realizando, o qual nos faz ver que a inculturação do Evangelho é ainda um caminho muito longo a percorrer, um processo que requer tempo e entrega.


É assim mesmo, que a Missão continua.

8 de junho de 2011

sol radiante, lua cheia



Damasceno

Itoculo




Passou o mês de Maio. E mais uma vez, como já vem sendo hábito, a comunidade cristã da paróquia de Itoculo se organizou para rezar o terço na casa de uma família diferente cada noite. Para nós, missionários, era um momento privilegiado de encontro com Maria e de confraternização com os fiéis nas suas casas, nos seus lares... depois do jantar, de foco na mão, saíamos, quais peregrinos, às apalpadelas, pelo meio do bairro até chegarmos ao “presépio” dessa noite... qualquer que fosse a família, ou a parte do bairro onde morava, o ambiente era sempre o mesmo: noite apenas iluminada pelo candeeiro a petróleo ou por uma lanterna de pilhas baratas. Mal se viam as caras dos que iam chegando à medida que o terço não começava. A mobília era meia dúzia de esteiras, a condizer com o capim do telhado. E começava o terço. E quando começava não mais parava. Porque era rezado naquele ritmo corridinho que o povo gosta, quase a cantar. Foi bom.

Talvez encantado e lançado por esse ambiente do Maio de Maria veio-mo à cabeça, já em pleno Junho, uma poesia que partilho agora convosco. Não dizem que “de poeta e de louco todos temos um pouco”? Então cá vai:


Sol Radiante, Lua Cheia

Senhor, tu és Sol
Brilhante, iluminas
Dás beleza às criaturas
Senhor, tu és Sol
Para nós te inclinas
Nos afagas das alturas

Senhor, somos lua
Minguante, deserta
Sem coragem de luar
Senhor, somos lua
Crescente, desperta
Ao calor do teu olhar

Senhor, somos lua
Inunda de ouro
O chão que por ti anseia
Senhor, só Maria
Arca do tesouro
Te acolheu em lua cheia

Mosteiro “Mater Dei”, Nampula
07 de Junho 2011

19 de abril de 2011

Um “A”




Damasceno dos Reis
Itoculo

Um mísero “A”.
Quando não se tem mais nada para dizer, quando faltam ideias, um reles “A” pode servir perfeitamente. Além da frequente falta de imaginação para compor um sermão ou para escrever qualquer coisa de jeito para o blog, também pode acontecer que o tempo nos atraiçoe e decida mirrar quando mais precisávamos dele (ou nós provocamos o Deus do tempo adicionando à agenda um irreflectido e desmedido número de compromissos?), por isso esta é uma opção legítima. Escrever um “A”. Quanto mais não seja, evita-se dizer muitas barbaridades.

Pois bem. Não há tempo para responder aos mails dos amigos? não fique uma eternidade sem dar sinal de vida. Dê uma martelada na tecla do “A” e envie. Sempre estará a fazer uma coisa mais personalizada do que muitos que simplesmente reencaminham PowerPoints ou anedotas do Sócrates. Aliás, muitos PowerPoints são uma autêntica seca e acabamos concluindo que abrir tal ficheiro foi perda de tempo (sobretudo para quem não tem net por cabo nem computador com drezagigabytes).

Podemos aproveitar e ir com o mesmo guião até à capela. E, diante do sacrário, dizemos apenas “A”. Nosso Senhor vai ficar contente. Um “azito” para Ele basta. Conhecem a parábola do pobre que não sabia rezar e que se limitava a declamar o alfabeto, para que depois Deus lhe ordenasse as letras numa oração com pés e cabeça? Não é preciso tanto. Com a colaboração do nosso “A” o Senhor nos dará tudo o resto: o AAAAMOR; a VIDAAAA; etecéterAAAA… Além do mais, depois de sair o “A”, não custa nada meter-lhe à frente um “H”. E assim se obtém uma exclamação com tons de louvor: “AH! Como é grande o nosso Deus!” Este “Ah!” pode até transformar-se num sorriso mais escancarado. Toda a gente sabe que Deus é humor. Também se pode acrescentar um “i”. Assim se exprime a nossa dor e recordamos o mistério da cruz. Um “Ai!” sempre vem a propósito (na semana santa).

Este princípio pode servir até para a vida. Se um dia nos levantamos sem energia para muitas falas, esforcemo-nos ao menos em distribuir um meio sorriso. Um pequeno esforço é suficiente para provocar uma reacção em cadeia e alegrar a alma dos que nos rodeiam. É como a sopa de pedra. O ingrediente pedra é apenas um excelente isco para obter umas boas couves… e um fiozinho de azeite, já agora.

Ok. Já sabem – aqueles meus amigos que estão há anos sem dar notícias – não há justificação para tanto apagão... é só digitar uma letra qualquer e enviar-ma assim mesmo, crua e sem tempero, que eu lá a cozinho. Mas não abusem.

20 de março de 2011

«democradura»



Raul Viana
Itoculo

Por opção não temos televisão, a emissora radiofónica nem sempre se consegue sintonizar, a internet geralmente tem fraco sinal, os jornais e revistas chegam com três meses de atraso, agora com a chuva o caminho torna-se uma aventura, etc… Mas no meio de tudo isto tivemos acesso à revista Courrier Internacional que no mês de Janeiro (2011) traz um artigo do escritor guineense, Tierno Monénembo, sobre um neologismo muito actual: «democradura». Segundo o mesmo autor, trata-se de «sistema híbrido (com rosto de democracia e corpo de ditadura) que desencadeia paixões e aumenta a confusão».

Este neologismo resulta de uma observação da realidade política africana com um sentido crítico pertinente. O que está a acontecer no norte de África, e já um pouco por todo o continente, é resultado desta «democradura». Os tunisinos e os egípcios já conseguiram dar um passo em frente. O povo líbio está sofrendo a tirania do seu líder. Outros países (Siria, Iémen…) estão em alerta máximo.

Mas percorrendo todo o continente africano, parecem ser poucos os casos de países que escapariam a este sistema da «democaradura». Aparentemente, muitos dirigentes são eleitos num regime democrático, mas o exercício do seu poder manifesta outro procedimento. Para tal, basta observar as noticias que se repetem.

Com isto não quero dizer que estou num país que também optou pela «democradura». Mas, partindo da realidade onde me encontro, há uma série de coisas que acontecem e que interpelam. São questões para as quais ainda não obtive uma resposta satisfatória, e por isso as coloco aqui em jeito de partilha e na expectativa de uma resposta:
- Porquê se faz um programa de visita a uma localidade e a administração inclui uma hora de comício?
- Porquê as autoridades principais no discurso social apresentam slogans do partido no poder?
- Porquê um funcionário público para garantir o seu posto de trabalho tem de possuir e apresentar o cartão do partido?
- Porquê as candidaturas a cursos de formação específica exigem declaração partidária?
- Porquê se tolera muito pouco o facto de ser da oposição?
- Porquê se canta todos os dias o hino nacional e se faz uma representação de marcha militar antes de se iniciarem as actividades escolares?
- Porquê…?

Para algumas perguntas já obtive alguma resposta. Outras ainda aguardam o seu dia. No meio de tudo isto, confesso que não vivo ansioso na busca definitiva das mesmas. Mas sinto que algumas delas incomodam muita gente. Assim, enquanto não encontrar uma resposta satisfatória, elas continuam a ser «questão» também para mim!


NB: Esta semana tivemos a visita do Governador da Província. Significa que durante algum tempo vamos usufruir do caminho concertado, esperando que a chuva não nos feche esta via de comunicação, como já aconteceu algures...

9 de março de 2011

era sobre o jejum, mas...

Raul Viana
Itoculo

Chegamos no dia 6 de Março à noite e partimos no dia 9 de manhã. Foram dois dias de oração e reflexão para ajudar na vivência deste tempo quaresmal. Uma pausa serviu para fazer uma visita de boas-vindas a nosso confrade congolês Godefroy que acaba de chegar a Nampula.

Desta vez escolhi «o jejum» como tema de reflexão, apoiando-me num pequeno livro de Anselm Grun: «Jejuar. Corpo e alma em oração». Enquanto eu me dedicava a esta oração e reflexão, ao lado estava jovem nigeriano fazendo um jejum de cinco dias sem comer nem beber. Assim, enquanto eu estava na teoria, ele o exercitava!

Porém, aqui não quero desenvolver esta reflexão, pois ainda me falta a prática (que também não tem data marcada), mas afirmo que vale a pena ler o livro que as Paulinas editaram. Em contrapartida quero ressaltar o lugar onde estive e que alguns também o conhecem. Sem querer ser repetitivo, as fotos comprovam o local escolhido.

«Não se pode ser apóstolo se antes não se é contemplativo»
Libermann nos diria que se trata de viver a «união prática». Na verdade, por muito trabalho pastoral que possa existir, e de facto não falta, é essencial esta paragem. Tal como os telemóveis precisam de recarregar baterias e os automóveis fazer a sua revisão periódica, também o missionário precisa deste tempo para fundamentar a sua missão.

«Escuta o silêncio: o Senhor te fala»
Não se trata de fazer muito, mas simplesmente adoptar esta atitude de fé: «Fala Senhor que o teu servo escuta!». O local é adequado ao silêncio e à meditação, longe da confusão da cidade, no sopé de uma montanha, está situado o Mosteiro Mater Dei, nos arredores da cidade de Nampula. Além das vozes infantis do orfanato das irmãs, ouve-se também o tocar do sino para o canto dos Salmos da Liturgia das Horas. É, de facto, um espaço que convida a escutar o essencial.

«Cristo é a nossa paz»
Avançando no espaço do Mosteiro encontramos esta verdade cristã de S. Paulo: «Cristo é a nossa paz!» (Ef 2,14). Fazer a experiencia da oração e do silêncio significa encontrar essa paz que a vida missionária precisa e que os afazeres de cada dia muitas vezes perturbam.

«Senhor, eu Te adoro no templo da natureza»
A capela e a natureza envolvente são um convite à adoração simples. Esse mesmo desejo vem expresso nas informações da hospedaria: «As Irmãs monjas desejam que cada um encontre a PAZ, o SILÊNCIO e a BELEZA da natureza que acompanham a nossa vida de oração e trabalho, e que muito ajudam para o íntimo encontro com Deus, que se revela aos humildes que NELE confiam e se oculta aos soberbos que confiam em si mesmos». Desta maneira, temos os elementos necessários para não desperdiçar a graça que passa.

«Mostra-nos Senhor o teu rosto»
Este é o desejo final de quem se sente amado de Deus. O missionário, irradiador do amor de Deus, tem de espelhar esse mesmo dom. Mas também sabemos que ninguém dá aquilo que não tem. Por isso, a decisão de parar e o desejo de se deixar iluminar são um ponto fundamental para uma missão fecunda, uma vez que não passamos de meros instrumentos onde o Espírito Santo é o protagonista.

«Lixo»
Meio escondido mas estrategicamente colocado está um tambor onde se pode deitar aquilo que já não serve. Também este tempo de recolecção é oportuno para fazer uma limpeza interior, purificando comportamentos e atitudes, desejos e decisões que o pecado manchou.

26 - A alegria completa

– Netia-Itoculo/2003-2004 «Um homem não pode tomar nada como próprio, se isso não lhe for dado do Céu. […] Pois esta é a minha alegria! ...